Quem nuncapassou por uma situação em que pisou em falso e “virou o pé”? Pois bem, estesimples “virar o pé” pode ser grave e requerer mais cuidados do que aparentar.
Esta lesão muitocomum entre a população geral (representa 40% das lesões esportivas) ocorrequando o tornozelo é forçado além da amplitude do movimento fisiológica.
A biomecânicada lesão deve-se geralmente a cargas pesadas na articulação, estiramento oulaceração de tecidos moles como capsula articular, ligamentos, tendões oumúsculos.
Os ligamentos(faixa de tecido fibroso que ligam um osso ao outro e impedem movimentosexcessivos da articulação) são os mais comumente afetados e a gravidade dependese a lesão foi parcial ou total e a quantidade de ligamentos envolvidos oufraturas associadas.

Os ligamentosenvolvidos em entorses por inversão, que sustentam a região lateral dotornozelo e limitam o movimento de inversão, são:
1. LigamentoTalofibular Anterior: Sua função é prevenir o deslocamento anteriordo tornozelo. É o mais comummente lesado no entorse em inversão.
2. Ligamento Calcaneo-Fibular :é um ligamento maisforte que do que o anterior , e não é danificado tão facilmente.
3. O Ligamento Talofibular Posterior: é o ligamento mais forte da região lateral do tornozelo e não está afetado muitas vezes, excetoquando há uma luxação completa do tornozelo.
O ligamentoenvolvido em entorses por eversão, que sustenta a região medial do tornozelo elimita o movimento de eversão, é o ligamentodeltoide, pouco envolvido nas lesoes por ser ligamento do complexo medial.
CAUSAS
- Traumas
- Terrenosirregulares
- Usoinadequado de calcados
- Mudançasbruscas de movimento
- Alteraçõesposturais (pé plano, pé cavo...)
- Desequilíbriomuscular
- Déficit depropriocepção (tipo de sensor presente nos ossos, músculos, tendões earticulações que fornecem informações sobre posição estática, equilíbrio edeslocamento do corpo no espaço)
SINTOMASGERAIS
- Dor :continua, localizada e independente da descarga de peso (ficar de pe)
- Edema :inchaço na região
- Hematoma:região fica roxeada.
- Rigidezarticular: diminuição de movimentos
TIPOS DEENTORSE (de acordo com direção da lesão)
- INVERSÃO: omais comum, 85% dos casos dos entorses devido a própria anatomia, onde a fíbuladistal, ou maléolo lateral (ossinho proeminente do lado de fora do tornozelo)estende-se mais abaixo que a tíbia ou maléolo medial (ossinho proeminente do lado de dentro do tornozelo).Ocorre quando o pé vira para dentro, os ligamentos da parte de fora se estendemalém do comprimento normal. Neste caso o edema e hematoma são vistos na facelateral e ao redor do maléolo lateral.- EVERSÃO: poucocomum, ocorre quando o pé vira para fora, estendendo os ligamentos da parte dedentro além do comprimento normal. Neste caso o edema e hematoma sãoencontrados mais visíveis na região medial do tornozelo e ao redor do maléolomedial.
CLASSIFICAÇÃO DOS ENTORSES (de acordo com acometimento das estruturas)
- GRAU I:articulação estável, paciente caminha com pouca dificuldade e pode haver dor,inchaço e rigidez articular com mínimo dano dos ligamentos.
- GRAU II:articulação se mostra pouco instável, com frouxidão ligamentar, pacientecaminha com considerável dificuldade, dor severa, inchaço, rigidez articular e porçãomaior do ligamento e danificado.
- GRAU III:articulação instável, paciente não apoia pé no chão. Há ruptura total doligamento, podendo chegar a intervenção cirúrgica na maioria dos casos ouestabilizar-se com Fisioterapia.
TRATAMENTO
Importante procurar atendimento medico onde o mesmo avaliara, fara exame clinico e pedira exames complementares para diagnosticar qual grau da lesão.
A partir disto é estabelecido o tratamento fisioterapêutico seguindo o protocolo descrito resumidamente aqui:
Fase aguda (1 a 3 dias):
- PRICE: P – proteção, R – repouso, I –Gelo, C – compressão, E – elevação
- Correntes de analgesia;- Laser;
- Ultra som;
- Bandagem compressiva ou imobilizadores;
- Alongamentos limitados
Fase subaguda (3 a 10 dias):
- Ultra som;
- Exercício isotônico concêntrico e excêntrico, em eversores e dorsiflexores;
- Correntes de analgesia e drenagem;
- Laser;
- Alongamentos;
- Propriocepção estática bipodal.
Fase crônica (10 a 20 dias):
- Exercícios isotônicos concêntricos e excêntricos com theraband em dorsiflexores e eversores e em flexores plantares e inversores;
- Alongamentos;
- Propriocepção dinâmica: gestos esportivos e funcionais;
- Exercícios pliométricos: saltos e deslocamentos laterais e corridas;
- Bandagem funcional ou kinesiotaping
- Exercícios isotônicos concêntricos e excêntricos com theraband em dorsiflexores e eversores e em flexores plantares e inversores;
- Alongamentos;
- Propriocepção dinâmica: gestos esportivos e funcionais;
- Exercícios pliométricos: saltos e deslocamentos laterais e corridas;
- Bandagem funcional ou kinesiotaping
PREVENÇÃO
- uso decalcados apropriados pra atividade realizada
-alongamentos antes e depois das atividades
- evitarmudanças bruscas de posição da articulação
- usarbandagem ou kinesiotaping durante esportes ou atividades rigorosas.
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